10/10/2013

A utilização do brinquedo na assistência à criança com câncer hospitalizada: Relato de experiência

Arinete Fontes Esteves Véras, Joelmar Passos de Faria, Naisa Eliane

Arinete Fontes Esteves Véras, Joelmar Passos de Faria, Naisa Eliane Flores Sobral, Prisca Dara Lunieres Pêgas

 

INTRODUÇÃO: O tratamento do câncer infantil torna-se uma vivência traumática, em decorrência da criança não possuir experiências anteriores de doença e hospitalização, da agressividade do tratamento e em virtude dos profissionais, muitas vezes, esquecerem que a criança é criança e que necessita de atenção e atividades apropriadas à sua faixa etária. Neste momento, o brinquedo para a criança tem significância não como uma fuga, mas sim como uma forma de atendimento de suas necessidades básicas de brincar e socializar. O câncer é um diagnóstico ainda hoje considerado ameaçador à vida que causa sensação de perda antecipada. Diante desta ótica, a atividade de brincar em ambiente hospitalar surge para auxiliar a minimizar o estresse que a patologia e o tratamento causam. OBJETIVO: Relatar as experiências vividas como Anjo na ONG Anjos da Enfermagem e no projeto O Brincar no Hospital. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo através de um relato de experiência de voluntários da ONG Anjos da Enfermagem e ACE o Brincar no Hospital, vivido em uma Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas – FHEMOAM por graduandos de enfermagem da Universidade Federal do Amazonas, por meio de atividades recreativas a crianças hospitalizadas com o diagnóstico de câncer. RESULTADOS: Através das atividades de brincar realizadas com as crianças com câncer durante visitas na FHEMOAM, foi possível identificar que ao iniciarmos as brincadeiras as crianças sorriam e brincavam espontaneamente esquecendo-se por algum momento dos efeitos desagradáveis ocasionados pelo tratamento agressivo desta doença tão inesperada que é o câncer, da hospitalização que ele causa, e do afastamento do paciente de seu meio social. O brinquedo favorece ainda melhoria na comunicação entre os membros da equipe e destes com os familiares e pacientes. CONCLUSÃO: O brinquedo como terapia no âmbito hospitalar torna-se uma ferramenta ímpar no atendimento das necessidades da criança hospitalizada, reconhecendo-se que o brincar se constitui em uma estratégia adequada para o enfrentamento da hospitalização da criança.




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