26/08/2013

Coren- AM é contra curso de enfermagem à distância

O Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) demonstrou preocupação com autorização do funcionamento de cursos de formaçã ...

O Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) demonstrou preocupação com  autorização do funcionamento de cursos de formação em nível técnico e auxiliar de enfermagem na modalidade a distância, e reforçou apoio ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) quanto a recomendação enviada ao Ministério de Educação –MEC e Conselho Nacional de Educação – CNE, para que possam rever as autorizações já concedidas de cursos de saúde à distância.

Segundo o presidente do Coren-AM, David Lopes, ressaltou  que reconhecer cursos na área da enfermagem na modalidade a distância pode comprometer a qualificação necessária que o profissional passa a ter no contato direto com às pessoas. “Quem lida com vida humana requer habilidades práticas, certificadas por meio do contato físico direto com o ser humano”, enfatizou.

O Coren é responsável pela normatização e disciplina do exercício das profissões da Enfermagem, e a preocupação parte pelos constantes casos divulgados na mídia relacionados a erros provocados por profissionais de enfermagem, a nível nacional, onde a penalidade é a cassação do direito do exercício profissional.

Lopes, ainda relata que a atividade de enfermagem, assim como qualquer área da saúde, não deve ser comparada a outras que podem difundir o conhecimento à distância. “No nosso caso, temos que ter esse contato, estar junto às pessoas e colocar em prática os conhecimentos adquiridos”, disse.

A estudante de enfermagem da Universidade Federal do Amazonas, Susie Imbiriba, discorda que cursos de enfermagem ou mesmo em outras áreas da saúde sejam realizados a distância, pois afirma que a teoria é diferente da prática, existindo a necessidade do contato diário e direto com pessoas.

“Exemplificando essa situação, posso falar de uma experiência que tive, ao pensar que sabia tudo sobre sonda, na teoria, mas na prática precisei estar sempre com um orientador ao lado. Não tem como corrigir erros a distância”, relatou à universitária.

Um trecho do texto da recomendação feita ao MEC e CNE informa que no Brasil, segundo dados do COFEN, existem 3.355 cursos de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem enquanto que o Ministério da Educação registra 3.301 em propostas pedagógicas presenciais com a seguinte distribuição nas regiões geográficas: 130 na Região Norte, 597 na Região Nordeste, 1794 na Região Sudeste, 260 na região Sul e 230 na Região Centro-Oeste. Os dados revelam que o estado com menor número de cursos Técnicos de Enfermagem é Roraima, com 9 cursos enquanto que São Paulo é o estado com maior número, 848 cursos.

A análise desta distribuição evidencia que todas as regiões possuem cursos técnicos de Enfermagem com variado número de vagas, sendo possível dizer que, pelo número de cursos distribuídos por estado, eles possuem capacidade para formar presencialmente os profissionais para suprir suas necessidades de pessoal nesta área. Se a oferta de cursos à distância pretende ampliar a formação para suprir a carência de pessoal técnico, na área de Enfermagem esta necessidade pode ser suprida em cursos presenciais, eximindo-se o sistema educacional de mais esta responsabilidade.




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