30/01/2018

Dia Nacional da Visibilidade Trans: Preconceito dificulta o acesso à Saúde

Resolução assegura aos profissionais de Enfermagem travestis e transexuais o

Resolução assegura aos profissionais de Enfermagem travestis e transexuais o direito de usar o nome social  

Reunião definiu agenda da Semana de Visibilidade Trans

O Conselho Federal de Enfermagem participou, neste mês de janeiro, da construção da agenda de ações do 29 de Janeiro – Dia da Visibilidade Trans no Distrito Federal. “A dificuldade de acesso a diversos serviços, inclusive de Saúde, é uma realidade enfrentada diariamente pelos transsexuais”, afirma o conselheiro Luciano da Silva, que representou o Cofen em reunião com a Coordenação de Diversidade da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. “Nós do Cofen demos um passo importante com a Resolução Cofen 537/2017, que assegura aos profissionais de Enfermagem travestis e transexuais o direito de usar o nome social em seus registros no Sistema Cofen/Conselhos Regionais”, avalia.

Nesta segunda-feira (29/1), militantes da causa trans foram homenageados no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. A professora Natalha Silva, de 34 anos, perdeu as contas de quantas vezes foi agredida verbal ou fisicamente. Em um dos mais graves ataques, a professora, que vive na Estrutural, foi golpeada com mais de 20 facadas. “Eu fiquei entre a vida e a morte”, relatou. Para ela, momentos de reconhecimento da causa ajudam a fortalecer a pauta de reivindicações. “É uma luta diária”, contou. Ela se emocionou com a cerimônia.

O Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de homens e mulheres trans. Uma pessoa trans foi morta a cada 48 horas, em média, no ano de 2017. Dados do IBGE apontam que a expectativa média de vida desta população é de apenas 35 anos, ou seja, menos da metade da expectativa de vida do conjunto da população brasileira (75 anos).

A violência não é o único fator que influencia a expectativa de vida dos transsexuais. O preconceito disseminado também dificulta o acesso a direitos, inclusive à Saúde. Os profissionais devem estar atentos às especificidades do público transsexual. Muitos chegam aos hospitais com problemas sérios e acabam virando motivo de piada. A preocupação com a manutenção da aparência das travestis, quando elas estão internadas, é outro ponto que requer atenção dos profissionais de Saúde. Cuidados como fazer a barba e cortar os cabelos melhoram o bem-estar do paciente e reduzem o risco de abandono do tratamento.

 

Fonte: Ascom – Cofen, com informações da Agência Brasília

 

 

 

 

 

 




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