15/07/2013

Enfermagem mostra nas ruas que quer ser valorizada

Em tom de protesto e reivindicações a saúde foi às

IMG-20130711-WA0006Em tom de protesto e reivindicações a saúde foi às ruas de Manaus, na última quinta-feira, 11, para levantar bandeiras e faixas em prol de melhorias e investimento por parte do poder público do Estado do Amazonas. As questões gerais debatidas em assembleia e expostas no protesto foram: Veto Presidencial do Ato Médico (Já houve o veto presidencial); CPI na Saúde; Precarização do Serviço de Saúde; Piso e Isonomia Salarial; Jornada de Trabalho 20h; Concurso Público e Dimensionamento de Pessoal. Pautas específicas da enfermagem: jornada de trabalho de 20h estadual e piso salarial fixo.

A concentração da passeata aconteceu na Praça do Congresso e reuniu centenas de pessoas que lutam pela valorização do profissional da saúde. A enfermeira e professora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Flávia Roberta, participou do movimento e ressaltou que a saúde deve se unir para melhoria da população. “O movimento busca melhorias e condições de trabalho não só para os trabalhadores dessa categoria, mas qualidade de vida para saúde da população”, ressaltou Flávia.

A manifestante enfermeira Dauzira Pimentel, reivindicou seus direitos como trabalhadora da saúde e destacou a importância da enfermagem sair em protesto e lutar pelos seus direitos: “A enfermagem tem que saber a força que tem, pois somos profissionais que estamos 24h nos hospitais prestando assistência às pessoas, precisamos ser valorizados”, disse Pimentel.

Os profissionais da enfermagem contaram com apoio e força do movimento estudantil. Gabriela Cativo, estudante de enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), preocupada com melhorias de sua futura profissão, colocou sua bandeira nas costas e carregou uma faixa de protesto e salientou que à luta é da saúde, mas pela melhoria na assistência da população. “Esse movimento é o marco, pois é a saúde lutando por uma causa, e, eu como estudante, estou aqui para lutar por nossas reivindicações”, reforçou a acadêmica de enfermagem.

Todo o movimento, desde as realizações de assembleias e reuniões, contou com a participação e apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM). Nas ruas, conselheiros abraçaram a causa assim como o presidente do Conselho, David Lopes, e falou que a enfermagem luta pela valorização profissional; contra a precarização de serviços e é favorável a condições melhores de trabalho. “Não estamos exigindo nada que nós não tenhamos direitos, só queremos ser vistos com profissionais dignos pelo Estado, Município e Federação”, finalizou Lopes.

 




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