Estudo realizado pela Universidade Católica de Brasília (UCB), compara como Brasil, Espanha e Portugal estão lidando com o envelhecimento da população e suas doenças crônicas. A pesquisa tem por objetivo entender como a Enfermagem pode melhorar os cuidados às pessoas idosas nos três países até o ano de 2050.
O questionário eletrônico, direcionado pelo professor Henrique Salmazo da Silva e pela pós-graduanda em Gerontologia Letycia Parreira de Oliveira, realiza um levantamento das expectativas de cuidados continuados e de longa duração em pessoas adultas e idosas e a investigação das compreensões de profissionais, gestores e especialistas na área do envelhecimento.
O professor explica que é importante traçar o cenário daqui a 25 anos. “Já sabemos que entre quatro pessoas brasileiras, uma será pessoa idosa. E, por isso, é importante entender quais serviços e políticas teremos que ter para pensar em desafios e soluções.”
Nesse sentido, a pesquisa objetiva sistematizar os desafios e as propostas de solução. “Nós estamos ouvindo e pesquisando especialistas do Brasil inteiro, de norte a sul do país. E a proposta também é ouvir especialistas de dois países que têm sistemas de saúde universalistas como o nosso, que é o caso de Portugal e Espanha”, destaca.
Um resultado parcial do estudo é de que o Brasil não está preparado para os cuidados de longa duração e apoio às pessoas com dependência e incapacidade. “Os resultados esperados são, basicamente, a sensibilização do poder público e o engajamento da sociedade acadêmica e dos movimentos sociais, em torno da pauta dos cuidados de longa duração. O grande desafio será a população com mais de 80 anos, que precisa de suporte, e é isso que nós investigamos na gerontologia”, finaliza.
A pesquisa conta com a participação de enfermeiros que trabalham com pessoas idosas ou que fizeram pós-graduação em gerontologia, para sistematizar os desafios e as propostas de solução.
Fonte: Cofen/Ascom