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PNI chega aos 50 anos: Enfermagem é protagonista desta história
Data de publicação: 18 de setembro de 2023

O Programa Nacional de Imunização (PNI) chega aos 50 anos com um grande desafio. O Brasil, que erradicou a poliomielite e chegou a vacinar em um só dia quase todas as crianças menores de 5 anos, quer voltar a ser referência global em vacinação. São 35 mil salas de vacinas, coordenadas por enfermeiros, e o calendário mais abrangente de vacinas gratuitas entre os países de mais de 100 mil habitantes.
 
Fruto do sucesso da campanha de erradicação da varíola, o PNI foi formulado em 1973 e institucionalizado dois anos depois. Fez parte da Fundação Nacional de Saúde e, a partir de 2003, passou a integrar a Secretaria de Vigilância (  DEVEP/SVS/MS), hoje coordenada pela enfermeira epidemiologista Ethel Maciel. “Os profissionais de Enfermagem são protagonistas desta história”, parabeniza a presidente do Cofen, Betânia Santos.
 
“A vacinação é um dos grandes ganhos civilizacionais, permitindo controlar e erradicar inúmeras doenças. Seu impacto positivo para a saúde é comparado pela Organização Mundial da Saúde ao do acesso à água potável”,  afirma a ministra da Saúde , Nísia Trindade.

A  queda alarmante  das taxas de vacinação trouxe de volta o sarampo e colocou o país em risco de retorno de doenças graves, como a paralisia infantil.

No Brasil, 1,6 milhão de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP, que previne contra difteria, tétano e coqueluche, entre 2019 e 2021. Globalmente, foram 48 milhões sem a DTP durante a pandemia, segundo o  Unicef .

A queda da cobertura já dá sinais de reversão. A vacinação foi  condicionante para obtenção do Bolsa Família , e o país retomou a estratégia histórica de campanhas vacinais. Mas é preciso recuperar a confiança da população e a consciência dos riscos evitados. Paradoxalmente, o sucesso do PNI na erradicação ou redução drástica de muitas doenças, levou a uma perda da memória coletiva sobre o risco das enfermidades.

“A Enfermagem tem como atribuição conscientizar os responsáveis ​​pelas crianças da relevância e da necessidade do esquema de imunização, fazendo com que as crianças sejam protegidas de inúmeras doenças que podem levar a morte”, destaca a conselheira federal Ivone Amazonas. A enfermeira destaca a importância do acesso à cobertura de saúde, do planejamento levando em conta as situações locais e da busca ativa.
 
“Com a redução significativa das coberturas vacinais entre as crianças, existe uma preocupação crescente com a criação de estratégias que visem o aumento da cobertura vacinal entre as crianças menores de dois anos, especialmente por meio da ampliação do acesso aos serviços de saúde. Além do monitoramento, são estratégias imprescindíveis para a melhoria dos indicadores e avaliação do impacto dessas estratégias, por meio da comparação dos índices de imunização antes e depois da intervenção”, avalia.
 

Fonte: Ascom - Cofen



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