A determinação social da Saúde e a importância da pressão popular para garantir conquistas foram destaques na abertura do 5º Congresso de Política, Planejamento e Gestão da Saúde (PPGS), no domingo (3/11), em Fortaleza. O evento reúne mais de 3 mil integrantes de movimentos sociais da Saúde, trabalhadores, pesquisadores e gestores no Centro de Eventos do Ceará, até quarta-feira.
“O congresso nos convida a revisitar o sentido histórico do ideário sanitário brasileiro: Saúde é democracia, justiça social e, por consequência, é luta. O evento demarca a potência da Saúde Coletiva como campo de conhecimento e como movimento cada vez mais vivo de luta democrática para um país, realmente, para todas as pessoas”, afirmou a pesquisadora Carmem Leitão, na abertura do 5º PPGS.
“A insurgência tem sido fundamental para o avanço das políticas públicas, da democracia e do bem-estar das populações do Brasil e do mundo”, reforçou o presidente da Abrasco, Rômulo de Sousa.
Presente da abertura, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swendenberger Barbosa, destacou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na pandemia e no enfrentamento a grandes desafios relacionados às mudanças climáticas. “Coube ao SUS a responsabilidade de enfrentar os principais problemas recentes como a pandemia de covid-19, enchentes, incêndios secas”, afirmou Swendenberger Barbosa.
“Política, Saberes e Práticas: Resistência e Insurgência no Enfrentamento das Iniquidades em Saúde” é o tema desta edição do evento trienal, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
As atividades incluem debates, mesas redondas, rodas de conversa e apresentações culturais. No sábado e domingo, foram realizados cursos pré-Congresso. Confira a programação.
Fonte: Ascom/Cofen